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Ensino híbrido: conheça boas práticas de escolas públicas

Atualizado: 25 de fev. de 2021

Boas práticas para se inspirar

Para o professor de História Ailton Luiz Camargo, da Escola Municipal Zilma Thibes Mello, em Iperó (SP), para dar início à mudança de uma aula mais convencional para híbrida é preciso se permitir testar. “Não importa se o primeiro passo é fazer apenas duas estações ou não ter tecnologia em uma delas. Podemos, a partir disso, pegar o feedback da turma e fazer uma autoavaliação. É importante perceber que não é algo complexo como parece”, pontua. Ele ressalta ainda que a qualidade vem com o tempo, com a prática, conforme o docente permite testar aulas, recursos e estratégias didáticas para ensinar conteúdos de sua disciplina.

Exercer a escuta ativa e coletar as impressões dos alunos, por exemplo, é uma boa prática que deve estar inserida na rotina. “O aluno motivado e engajado aprende mais e é com o feedback que vamos aperfeiçoando esse trabalho”, diz Ailton. “É difícil atingir 100% da sala de aula. Por isso, é importante diversificar sempre, porque na próxima aula você atinge outros alunos.”

A professora Naiara faz várias conversas ao longo do ano para entender o que está funcionando, conhecer os gostos dos estudantes e chegar em informações que a ajudem a construir suas aulas. “Isso apoia a elaboração de atividades que atendam a todos, com uma multiplicidade de linguagens, diversidade de textos, ferramentas e, incluindo também, as competências socioemocionais a partir do meu conhecimento da turma”, explica. Como o papel do professor se torna mediar a aprendizagem e o aluno assume uma postura mais ativa nesse percurso, é importante desenvolver competências, como a autogestão, para que eles possam ter autonomia e engajamento com as propostas.



 
 
 

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